domingo, 1 de setembro de 2013

DE LISBOA ÁS CALDAS DA RAINHA- UMA VIAGEM AO ESTRANGEIRO



Gosto muito da cidade das Caldas da Rainha, muito embora nos últimos dias tenha ouvido falar muito mal dela. E gosto desta cidade porque durante um período da minha vida, que decorreu entre 1974 e 1977, nela passei o meu quotidiano, que me deixou um legado de recordações muito saboroso. Os mesmos a quem ouvi considerações menos simpáticas acerca da cidade, me disseram que estas minhas recordações não passam de romantismos, pois que a cidade, entretanto, morreu, muito pela acção do seu principal autarca, que há quase trinta anos está á frente dos destinos da cidade. Isso é uma questão que ultrapassa o meu conhecimento, pois que não vivendo lá, não me encontro á altura de analisar o trabalho da pessoa. Mas que continuo a achar as Caldas da Rainha uma cidade deliciosa, disso não tenho qualquer dúvida.
         Isto para dizer que este fim de semana jantei em casa de um casal simpático, a convite da minha irmã e cunhado, amigos desse casal. No entanto houve um senão. Ele é de Lisboa (não é este o senão), e por o ser, em conversa que entretanto veio á baila, em jeito de brincadeira, lá foi dizendo que Portugal é Lisboa, que Caldas da Rainha nada tem de português. Nesse momento pedi a Deus que ele não se pronunciasse acerca de Coimbra, pois que eu, muito embora estivesse em sua casa, não sei se me calaria. Mas a coisa restringiu-se apenas ás Caldas.
Era a brincar, mas aquele tom de brincadeira, teve um fundamento mesmo muito sério.
Já há muitos anos, um outro amigo meu, natural da Benedita- Alcobaça, a trabalhar em Lisboa, dizia quando vinha á terra, que «entrava no mato», como crítica ao sentimento generalizado que Lisboa tinha, então, sobre a «província».
Tão fora da realidade estão, como se isso de província ainda seja uma coisa presente, como se, em contraste ao carros de Lisboa (por exemplo), os «provincianos» ainda se desloquem de burro e carroça, e usem barrete na cabeça.
         Este sentimento de proclamação de que a portugalidade apenas se manifesta em Lisboa, é realmente ofensiva para todo o bom português, e completamente patética, pois que muitos dos momentos históricos e decisivos para o nosso destino como nação, tiveram lugar fora de Lisboa: não é em Lisboa que está a universidade mais antiga de Portugal, e uma das mais antigas da Europa; não foi Lisboa a primeira capital do país; Não foi em Lisboa que Portugal nasceu; não foi em Lisboa que se deu a importantíssima Batalha de Aljubarrota; não foi em Lisboa que tiveram lugar quaisquer das acções que fizeram por expulsar os franceses de Portugal; não foi em Lisboa que decorreu o grande cerco, que tão profundamente marcou a guerra civil entre liberais e absolutistas, nem foi em Lisboa que aconteceu a batalha decisiva que pôs termo a esta guerra sangrenta. Mas como bom português que sou, sei muito bem que foi de Lisboa que partiram as nossas naus que, em nome de Portugal, deram mundo ao mundo, e que foi em Lisboa que aconteceu o 1º de Dezembro de 1640, que restabeleceu a nossa independência.
Coisas que seriam perfeitamente desnecessárias de serem ditas, caso a falta de esclarecimento cívico e patriótico não fosse notória.

O tal senhor, meu anfitrião em Lisboa, hoje foi para as Caldas da Rainha. Tive muita vontade de lhe desejar uma boa viagem ao estrangeiro.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

ESPECADO PERANTE O PRIMEIRO DOENTE NOBRE

...E em frente daquele meu primeiro doente nobre eu fiquei especado, segurando a minha maleta de cabedal, onde me munia de muitos apetrechos e substâncias, que à minha profissão diziam respeito.
- Doutor Joaquim Lopes – disse D. Rodrigo Corga, sem que tivesse esboçado sequer uma leve simpatia no semblante.
- Senhor Conde de Cértima, excelência –disse eu, fazendo uma ligeira vénia com a cabeça.
- Pensava-o mais velho, levando em conta a fama que o seu nome tem, badalado por tanta boca.
- Excelência, há que considerar que sou o único médico nesta região. Se as pessoas não têm mais nenhum médico por quem falar, terão obrigatoriamente de falar de mim.
- Modéstia sua, doutor. Que idade tem?
- Tenho vinte e quatro anos, excelência.
- É quase uma criança – disse o conde, com uma certa surpresa no olhar.
- Sou bastante novo, mas assimilei conhecimentos que me foram ensinados por verdadeiros anciães, proeminentes sábios nas curas das maleitas que afligem o corpo humano.
- Estou certo, doutor, que não será o facto de ainda ser bastante novo, que o impedirá de ser já um bom médico. E a prová-lo está a sua fama.
- Obrigado excelência – disse eu, que me mantinha na mesma posição desde que entrara naquele ilustre quarto.
- Pois eu tenho andado ás voltas com uma danada de uma dor, que me apanha todo o braço direito e o ombro do mesmo lado.
- Dá-me vossa excelência permissão para que eu examine esse braço e o mais que eu considerar necessário?
- Mas é claro, doutor. Esteja à sua vontade. Examine, faça o que lhe aprouver, mas cure-me desta dor que tanto me incomoda.
         E finalmente me aproximei do meu doente. Puxei de uma cadeira e fiz-lhe um exame rigoroso. Lembrei-me das palavras do meu pai. Efectivamente, na presença daquele homem, sentia-se fluir dele poder terreno. Percebia agora o quanto o meu pai estava certo. Um bom diagnóstico feito a este doente poderia trazer óptimas repercussões para a minha carreira.
         O conde sofria de reumatismo. Receitei-lhe a aplicação de uns unguentos, aplicação essa que desde logo me prontifiquei fazer, o que determinou a minha deslocação àquela casa por várias vezes.
         Até chegar ao diagnóstico levei algum tempo. Muito embora eu tivesse concluído muito cedo qual a origem das dores, só após um exaustivo exame ao paciente, demonstrando-lhe assim todo o meu empenho, como o ter auscultado, examinado a língua, os olhos e demais zonas do corpo, é que lhe revelei as minhas conclusões. Logo ali lhe fiz a primeira aplicação dos unguentos, pelo que o conde se mostrava já muito mais afável para comigo. E com tudo isto eram seis e meia da tarde quando dei por terminada a minha consulta. Foi então que o Conde de Cértima me surpreendeu ao convidar-me para jantar. Achei que  deveria recusar tal, mas vendo que o convite se transformava quase em exigência, resolvi aceitar.
- Pois muito bem, caro doutor. Mal me ficaria deixá-lo ir-se embora, tendo pela frente ainda uma longa viagem, de barriga vazia.
- Não chegam a ser duas léguas, excelência – dizia eu, pretendendo demonstrar que o prazer em consultar tal doente tornava curta a jornada.

         E assim fui conduzido, de novo, pela governanta, para a sala de espera. Ainda bem que tinha primado na minha apresentação, senão ir-me-ia  sentir muito mal. Se tal não tivesse acontecido, talvez nem o conde me houvesse feito o convite para o jantar. A vida é realmente uma grande escola. Somente agora é que eu percebia que o meu pai não tinha nada de parvo...(em continuação, pág. 30, ex. XIII)

in ALMA DE LIBERAL

Junho/2009

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

II JANELA SOBRE O MEU PAÍS- NA ANTIGA LOTA DE AVEIRO

Na antiga lota de Aveiro, onde antes a manhã despertava com o reboliço das traineiras carregadas com o produto da faina, o piar persistente de bandos de gaivotas que ao peixe prateado acorriam num frenesim feito de mar e de ria, e o murmúrio gritado, de uma multidão de homens e mulheres, que faziam por vender e comprar pelo melhor preço o peixe da Costa Nova e da Barra, agora reina o silêncio das férias e o som tranquilizante da fraca ondulação a embater no cais.

Dir-se-ia que a ociosidade conquistou terreno ao trabalho!

sábado, 10 de agosto de 2013

ATRAVÉS DE UM SIFTO, O OXIGÉNIO DA VIDA

...Percorrida alguma distância, ambos chegaram à beira do tanque, onde Masahemba se purificava antes de se apresentar perante o tabernáculo.
- Neste tanque, a água dá-me pelo peito- explicava Masahemba- um pequeno riacho é canalizado do Nilo até aqui. A água entra no tanque através de uma abertura submersa e sai pelo lado oposto, por uma outra abertura também submersa, regressando a água ao caudal do Nilo. Por isso, neste tanque, a água está sempre em movimento. Inúmeras vezes me purifiquei nestas águas sagradas do Nilo; só há um problema.
- Qual é?- perguntou o sifto.
- No canal por onde se escoam as águas do tanque, cabe o meu corpo à justa. Isso quer dizer que até eu chegar à parte do canal, onde me posso esconder, levará algum tempo. Como irei eu aguentar sem respirar?
- Isso não é problema, meu caro Masahemba. Eu forneço-te o oxigénio de que vais precisar.
- E como, meu simpático jovem?
- Já vais ver. Vamos então?
- E a minha indumentária? Se eu sair daqui, não posso levar as vestes de Sumo Sacerdote. Seria logo reconhecido. Era conveniente um saiote de felas.
- Não te preocupes com isso, que eu também resolvo esse problema. Mas antes de irmos embora, diz-me porque razão insistes em tratar-me por rapazinho, quando na verdade sabes que o não sou.
- Por alguma razão, quando te encontras fora de água, escolheram para ti essa forma humana. Assim sendo, onde está o inconveniente em seres um rapazinho?
- Na verdade tens razão. Um sifto divide a sua existência entre a forma de peixe e a de criança.
- Eu conheci-te com a forma de rapazinho. Portanto, para mim serás sempre lembrado como tal.
         De repente, do lado do enorme pórtico, chegou o som cavo de uma forma dura a embater noutra.
- O faraó está a chegar. Não percamos tempo- disse o sifto.
          Masahemba e o seu amigo rapazinho desceram os degraus que conduziam à água.

Ao entrarem nela de imediato submergiram. Masahemba mantinha os olhos abertos, muito embora isso de nada lhe valesse, pois a escuridão era total. No entanto, a auréola que envolvia o sifto, manteve-se, mesmo debaixo de água, e Masahemba viu, extasiado, a metamorfose que se operou diante dos seus olhos. Num curto espaço de tempo, as pernas e pés do rapazinho uniram-se numa só silhueta, e tomaram a forma do dorso de um peixe e da barbatana anterior. Depois todo o tronco do rapazinho, os braços, mãos e cabeça foram aglutinados e transformados na cabeça de um peixe; e surgiu então uma tiláquia, peixe abundante nos rios africanos. Masahemba e o sifto praticamente não nadavam. Deixavam-se ir na suave corrente que os conduzia a outra extremidade do tanque, à abertura submersa, por onde a água se escoava. Então, o sifto, colocou-se de frente para Masahemba, usando as suas barbatanas peitorais e dorsais para se manter ao nível do rosto do Sumo Sacerdote e encostou a sua boca à boca dele. Depois abriu a boca, sendo imitado por Masahemba, e na boca do Sumo Sacerdote introduziu as suas próprias guelras, as quais expiravam para os pulmões de Masahemba o oxigénio que iam retirando da água. E assim conseguiram entrar na abertura por onde  seguia a água do Nilo. O Sumo Sacerdote apenas conseguia mexer os pés, pois os braços tinha-os estendidos ao longo do seu corpo, avançando lentamente por um túnel que pouco mais largo era do que o seu próprio corpo, tendo colado à sua boca o sifto, que o ia abastecendo do oxigénio necessário. O túnel fez então uma pronunciada curva. Masahemba continuou a avançar, completamente submerso. Percorrida uma distância considerável, o túnel terminou numa tumescência de rocha, dando lugar a um pequeno ribeiro, coberto por densa vegetação ribeirinha. Masahemba, encontrou-se subitamente sob o céu estrelado, tendo o corpo assente no chão todo coberto por água, apenas a cabeça estando acima do nível da água, podendo finalmente respirar o ar que a terra mãe lhe dava...(em continuação, pág. 50, ex XVII)
in A Causa de MassiftonRá
Novembro/2005

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

CAMINHANDO PELA ESTRADA DO REI

De vez em quando a criança que vive em nós (para os que a conseguiram preservar), pede alimento.
E essa alimentação manifesta-se tanto no domínio da criatividade como no assimilar a criatividade de outros. Perante um mundo fantástico a criança que ainda somos rejubila.
Supus que nada tivesse a capacidade de superar Tolkien e «O Senhor dos Anéis». Enganei-me redondamente.
Eis que me veio ás mãos o mundo fantástico de George Martin, nas suas Crónicas de Gelo e de Fogo.
De forma magistral e super empolgante, sentindo-se ao fundo a influência do feudalismo da Idade Média, o autor criou, de raiz, toda uma sociedade, em que os interesses das várias casas senhoriais tentam igualar o poder central, na figura do rei e do primeiro ministro, a quem o autor deu o curioso nome de «mão do rei». Amor e ódio, carinho e crueldade, honra e traição, justiça e injustiça, são estes alguns dos muitos condimentos que me têm deliciado nos dois primeiros livros que já li, de um total de dez que tem a saga.
E claro, imenso mistério e magia que nos vem lá bem do Norte dos Sete Reinos, na Muralha, onde se encontram as benfazejas sentinelas da «Patrulha da Noite».
 A capital do Norte, Winterfell, domina tanto o mistério e o frio do norte, como a intriga e o calor do sul.
E longe dos sete Reinos espreitam os Dothraki e a sua Kaleesi.
Estou completamente rendido! Muito satisfeito, muito mesmo, se encontra este miúdo!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

UM RAPAZINHO DAS PROFUNDEZAS DO NILO

...Vamo-nos deixar de evasivas. Tu, na qualidade de Sumo Sacerdote de Amon-Rá, tens a obrigação de rapidamente assimilares esta informação, de a compreenderes e de a guardares em profundo sigilo.
- Sim… compreendo… MassiftonRá… o local onde vivem os deuses- dizia Masahemba, enquanto endireitava o tronco, na tentativa de melhor compreender, de uma assentada, o que naquele momento lhe fora transmitido e de que ele nunca ouvira falar.
-É assim tão difícil para ti aceitares a ideia de que os deuses também têm direito a viver em algum lugar?
- Não, claro que não; só que nunca pensei que os deuses tivessem necessidade de algo tão primário como isso.
- Os homens foram feitos à semelhança dos deuses. Isso determina que exista uma certa reciprocidade entre os homens e os deuses. Um homem é um deus numa escala muito, muito reduzida. Mas nos deuses alguns traços têm semelhanças com os homens; e a necessidade de se ter a sua casa é um deles. Mas já perdi imenso tempo.
- Como é que te chamas?- perguntou Masahemba, com a incredulidade estampada no rosto.
- Eu não tenho nome. Eu não me chamo, eu sou um sifto. Fora da água tomo esta forma, pois as missões de que sou incumbido baseiam-se sempre no bem, tal como no bem vivem as crianças. Mas estou aqui numa missão muito especial.
- Sim, está bem, mas eu gostaria de saber…
- Ouve Masahemba- disse o sifto, interrompendo o Sumo Sacerdote- já reparei que estás extremamente curioso em relação à estrutura social dos deuses, estrutura essa que tu desconhecias existir. Mas a tua curiosidade não te leva a questionares-te porque razão aqui me encontro?
- Sabes rapazinho, tu és de tal forma misterioso, que na verdade eu apenas me sinto maravilhado perante a tua presença. Mas já que fizeste essa observação, penso que a tua presença terá algum significado para mim. És uma dádiva dos deuses?
- Não, não sou uma dádiva. Sou um aviso, um alerta!
- Um aviso?- perguntou Masahemba intrigado.
- Um aviso vindo directamente de Amon-Rá.
- Amon-Rá, o meu divino mestre?
- Exactamente. Amon-Rá avisa-te de que corres um grande perigo. Neste preciso momento decorre uma reunião no palácio do faraó, em que está a ser decidido que tu vais passar à condição de prisioneiro, como tal, escravo.
- Mas porquê? Que fiz eu de errado? Já percebi que o faraó não simpatiza comigo, mas daí a transformar-me em escravo?!
- O que fizeste de errado foi seres o Sumo Sacerdote de Amon-Rá.
-Como?
- É isso mesmo que ouviste. Por um lado o faraó não aceita que tu, um estrangeiro, ocupes um cargo tão elevado como o de Sumo Sacerdote do deus supremo. Por outro lado, o faraó abandonou o culto a Amon-Rá, por ter sabido que o deus supremo não aceita que Nefertiti, a sua sacerdotisa, venha a ser rainha do Egipto. Por essas razões o faraó decidiu encerrar este templo e enviar-te para o nível mais baixo da estrutura social dos homens- a escravatura. Mas Amon-Rá não aceita que isso te aconteça. És demasiado querido para o deus supremo, para que te veja transformado num escravo. Por isso tens de abandonar este templo ainda esta madrugada.
- E vou para onde?
- Recorre a toda a tua capacidade de sobrevivência e astúcia, para escapares ao rancor que o faraó nutre por ti.
- Terei a protecção de Amon-Rá?
- Na medida do possível.
- Na medida do possível? A vontade do faraó é mais forte do que o poder do deus supremo?
- Amon-Rá é senhor na espiritualidade. No que diz respeito ao ambiente dos homens- o factor material, o deus supremo pouco pode fazer. Dar-te-á o apoio que lhe for possível oferecer-te.
- Então se eu for apanhado, espera-me a miserável condição de escravo, e Amon-Rá não terá meios de me resgatar, é isso?
- Não te posso responder peremptoriamente a essa questão, Masahemba. Acho que algo o deus supremo poderia fazer, mas decerto que, essencialmente, terias de contar quase exclusivamente contigo mesmo. Mas para evitar essa situação é que eu fui enviado. Tens ainda algum tempo. Para onde fores, eu acompanhar-te-ei. Amon-Rá precisa de saber exactamente onde te vais esconder.
- E eu sei lá!!
- Procura em ti esse conhecimento. Amon-Rá tem a total certeza de que a indomável força dos reinos do sul, adormecida em ti, vai despertar e dar-te a resposta.
- Bem, sendo assim- dizia Masahemba, reflectindo, enquanto olhava em todas as direcções- quando o faraó entrar no templo e me não encontrar, logicamente me irá procurar no exterior. Se eu estiver escondido no interior do templo, ele não me encontra, certo?
- Certo. E esse esconderijo existe no templo?- perguntou o sifto.
- Espero que sim, acho que vai ter a capacidade de iludir o olhar observador do faraó.
- E onde é?

- Vamos para lá- disse Masahemba, começando a dirigir-se para o tanque sagrado...(em continuação, pág. 48, ex. XVI)

in A Causa de MassiftonRá
Novembro/2005

domingo, 21 de julho de 2013

I JANELA DO MEU PAÍS- AVEIRO

Em Aveiro, a um canto da Europa, numa pequena feira de artesanato, sob a sombra de velhos eucaliptos, África reflecte.