quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

EM 2016 ESPERO POR VÓS MEUS AMIGOS

E pronto, cá estamos em mais um final de ano. Ainda não foi desta que me reformei, mas que esperava eu? Com um governo que me foi tirando tudo, mas tudo mesmo (pois que pior roubo pode existir para um pai do que serem roubadas as perspectivas de futuro aos filhos?), queria eu agora que me fosse dado um rebuçado. És mesmo pacóvio Futrica!
         Pouco tempo antes das eleições, disse que tinha a convicção de que o nosso país precisava de um terremoto político, para que isto melhorasse (muito embora não seja essa a perspectiva das coisas de muitos dos meus amigos, que consideram que o anterior governo era o céu na terra). Acho que, de certa forma fui ouvido. Aconteceu um pequeno tremor, grau 5 na escala de richter.
         O maior desejo que tenho para todos nós, para o ano de 2016 que está mesmo à porta, é o de que este governo PS seja competente e honesto, e tenha sempre o apoio das forças políticas que lhe ofereceram a possibilidade de ser governo. Tenho as maiores esperanças na melhoria de vida. Esperanças para o meu mundo simples, obviamente.
         Que 2016 signifique para todos vós (não esquecendo os meus amigos espalhados um pouco por todo o mundo) a realização dos vossos sonhos, sempre com muita saúde, para que assim possais desfrutar condignamente do vosso êxito.

Um grande abraço!

sábado, 19 de dezembro de 2015

NATAL PARA TODOS OS HOMENS

Mais do que nunca é necessário fomentarmos a amizade entre nós, mostrarmos uns aos outros que estamos prontos a ser solidários, perante a imensa ameaça que a nossa civilização ocidental enfrenta. Agora, mais do que nunca, é necessário que a união faça a força. Estamos naquela época fantástica em que, não o esqueçamos, comemoramos em família o nascimento de Jesus Cristo. Pois que neste Natal, o Menino Jesus nos ponha no sapatinho a sabedoria de que os nossos responsáveis irão precisar, para resolver o problema que ensombra e enluta a nossa vida, problema esse que nos chega dos confins do Mediterrâneo.
Que neste Natal seja possível à nossa fé cristã encher o coração de todos os homens, de todos os credos, com valores de paz e muito amor.

Um muito Feliz Natal para todos os homens, e com uma especial incidência para todos aqueles que aqui vêm e partilham as palavras deste vosso Futrica do Mondego/Poeta do Penedo.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

ODOR DE OUTONO NA CIDADE

Não tem qualquer influência nas árvores de folha permanente. Não sei se se fará sentir na Escandinávia. Apenas consegue alterar as árvores de folha caduca, cá do sul da Europa, da Península Ibérica, do nosso Portugal.
Nesta altura do ano o Outono está na força máxima. As florestas tornam-se numa explosão de cores, e a natureza, de tão bela, tolda-nos os sentidos.
A fotografia a cima…não, não é uma floresta, é a nossa rua, extraordinariamente arborizada, onde pela manhã o olhar repousa na extraordinária carícia das folhas caídas, aos milhares, e o aroma de floresta me põe um bocadinho melhor com a vida.


sábado, 5 de dezembro de 2015

NOTÍCIA ANGUSTIANTE DO MUNDO DA PAZ

...A porta abriu-se e surgiu um 1º cabo. Era rádio-telegrafista.
-         Meu capitão, chegou ontem esta mensagem da Metrópole.
-         Da Metrópole?- perguntou o capitão Rebelo carregando o sobrolho- foi você que a recebeu?
-         Fui eu sim, meu capitão.
         O comandante da companhia desdobrou a folha de papel que o 1º cabo lhe entregara. Leu a mensagem que nela estava escrita. Depois, virou-se de novo para a janela. Na parada, o grupo de soldados que ia ao banho, tinha engrossado.
-         São tão jovens...- dizia o capitão Rebelo- mas que porra de notícia para dar a quem acaba de chegar do mato. Cabo Guedes, vá chamar o alferes Santa Cruz. Ele que vá ter à espelunca do meu gabinete.
-         Sim meu capitão.
-         Mas ouça bem nosso cabo, quem lhe dá a notícia sou eu. Você não sabe de nada.
-         Está certo meu capitão. Ainda bem que não sou eu que lhe tenho de dar essa notícia.
-         Será bem difícil, pode crer. Mas eu como comandante de todos vocês, tenho de zelar pela vossa integridade física e mental, já que da moral não sei se estarei à altura. Mas vá lá nosso cabo, vá lá.
-         Se me dá licença- disse o 1º cabo que depois de se perfilar e fazer uma bem puxada continência, virou costas e desapareceu em busca do alferes Santa Cruz.
         O capitão Rebelo apertou os botões da camisa do camuflado. Passando com a mão pela cabeça procurava o seu maço de tabaco. Porque havia a vida de ser assim? Onde estavam as palavras adocicadas, leves, que tivessem a capacidade de suavizar notícia tão negra? Que Deus o ajudasse... a ele e ao alferes Santa Cruz.
         Fumando um cigarro, o capitão Rebelo fechou  a porta do seu quarto atrás de si.. Meia dúzia de metros andados chegava ao gabinete empoeirado. Junto à porta encontrava-se Álvaro. Quase que nem o deixara respirar!

-         Você foi rápido alferes Santa Cruz- disse o comandante da companhia, com ar grave e sério...(em continuação, pág. 93, ex. XXXI)
in Visitados
Novembro/1999

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PARA QUE NÃO ESQUEÇAMOS O 1º DE DEZEMBRO, DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

No seguimento da fatídica batalha de Álcacer-Quibir, em Marrocos, no dia 4 de Agosto de 1578, onde desapareceu el-rei D. Sebastião e a maioria da nata da juventude portuguesa, Portugal viria a perder a sua independência dois anos depois, em 1580, dando-se início à dinastia filipina de má memória, que durou sessenta anos.


No dia 1 de Dezembro de 1640, cumprem-se hoje 375 anos, fidalgos portugueses, pondo em perigo a sua própria vida, mas porque o patriotismo a isso os obrigou, conseguiram, num movimento revolucionário, restaurar a independência de Portugal, e proclamar como rei de Portugal D. João IV, pelo que, a partir desse dia, o 1 de Dezembro ficou conhecido como o dia da Restauração.

E é uma data de tal forma importante, que a recordávamos e celebrávamos com um feriado.

Mas porque de patriotismo, o anterior governo deu mostra de ser muito débil (entre outros suspeitos talentos), achou por bem abolir o feriado do 1º de Dezembro.

No que estiver ao meu alcance, sempre farei por lembrar que em Portugal 1 de Dezembro é sinónimo de pátria a encher o peito, a mim e a todos os que sentem orgulho em serem portugueses.

E manterei a crença em que o 1º de Dezembro irá voltar a ser feriado nacional, pela mão deste nosso novo governo, esperança de melhor vida para os milhões de portugueses espoliados não só materialmente, mas também patrioticamente.

domingo, 22 de novembro de 2015

COMISERAÇÃO À JANELA DA GUERRA

...Era tempo de descontracção. No chuveiro improvisado, instalado no seu quarto rudimentar, acabara o capitão Rebelo de tomar um revigorante banho. Da pequena janela do seu quarto, praticamente um postigo, que dava para a parada, enquanto fumava um cigarro ia observando com alegria os seus soldados, que meios fardados organizavam a expedição de algumas centenas de metros até ao rio. Contemplava os guerrilheiros negros. Bem vistas as coisas eram merecedores de pena. Sem qualquer formação militar, deambulavam pela selva angolana, instigados por valores independentistas. E efectivamente aquela terra era deles, não dos europeus. Mas a política é que comandava o mundo, não a comiseração, não o incomodativo sentimento de injustiça. Mas quem sente comiseração é gente. E gente pensa. E muitos pensamentos juntos, se fluírem para o mesmo ponto, acabam por ter força. E da força nascem as revoluções. E se em vez de uma cabeça, forem várias cabeças, mentes de capitães como ele... alguém batia à porta do quarto.

-         Entre- disse o capitão Rebelo, virando costas à janela...(em continuação, pág. 92, ex. XXX)
in Visitados
Novembro/1999

domingo, 15 de novembro de 2015

PARIS, 13 DE NOVEMBRO DE 2015

Perante os acontecimentos da última Sexta-Feira, em Paris, sou forçado a relegar para segundo plano a critica situação política do nosso país. É que quando são postos em causa os nossos valores ocidentais de liberdade e democracia, e principalmente do valor da vida humana, todas as sirenes tocam a reunir e ordenam que corramos num só sentido: a união da qual emane a força.
A França, uma super potência europeia, neste ano de 2015, mesmo com todo o seu desenvolvimento económico e social, foi, no entanto, incapaz de evitar que, já por duas vezes, as ruas da sua capital tivessem sido dilaceradas e ensanguentadas pelo cobarde terrorismo, independentemente, de, segundo notícias, ter conseguido neutralizar neste ano muitas tentativas de outros tantos atentados.
Disse um comentador que a nossa civilização recuou mil anos. Isso fez-me lembrar que foi a França o berço da Ordem dos Templários, cavaleiros monges que tinham por principal função a defesa dos peregrinos na Terra Santa.
A minha sentida homenagem a todos aqueles que, inofensivamente, na noite de 13 de Novembro de 2015, em Paris, ao assistirem a um concerto ou a relaxarem num café, foram fatalmente alvo de um ódio doentiamente religioso e terrivelmente bárbaro e assassino, há muitos séculos adormecido e que neste séc. XXI definitivamente acordou.

Aos mortos de Paris paz às suas almas e muita força às famílias enlutadas.