sábado, 9 de abril de 2016

ARMENTIÉRES 9 DE ABRIL DE 1918

Foi assim que em 1921 Portugal, uma nação então em sofrimento, prestou homenagem às muitas centenas de soldados, do Corpo Expedicionário Português, mortos em combate, três anos antes, na manhã do dia 9 de Abril de 1918, nos pântanos de Armentiéres, na Flandres, no fecho da I Grande Guerra.

         98 anos depois, este blogue recorda o sacrifício desses nossos valorosos soldados, numa ténue tentativa de preservar a sua humilde mas enorme memória.

sexta-feira, 25 de março de 2016

XV JANELA SOBRE O MEU PAÍS: ABRAÇAR A NATUREZA NO PASSADIÇO DO RIO PAIVA, EM AROUCA

Neste início de Primavera é tempo oportuno de este blogue publicitar que, neste seu maravilhoso país, que é Portugal, existe uma simbiose perfeita entre o génio interventivo do homem e a natureza. Falo do excelente passadiço, criado pela Câmara Municipal de Arouca, no Distrito de Aveiro, abraçando penedos e penetrando florestas, acompanhando sempre o curso de águas calmas e outras vezes revoltas do rio Paiva, numa distância de cerca de 8 quilómetros. Um espaço cuja fama, muito justificadamente, já ultrapassou as nossas fronteiras. Um passeio fisicamente exigente, mas belo. Um enorme banho de natureza.

sábado, 12 de março de 2016

SETH INVADE OS DOMÍNIOS DE SOBEK

...Durante a jornada a caminho de MassiftonRá, Seth, disfarçado de sifto, nadou ainda por um razoável período de tempo. Teve de enfrentar a ferocidade de muitos crocodilos, que ainda distantes de MassiftonRá, nada percebiam sobre siftos. Por isso, tal como os siftos faziam perante o ataque daqueles crocodilos comuns, Seth fazia por das suas escamas especiais serem lançadas descargas eléctricas, que logo afugentavam aquelas bocas famintas, bem recheadas de dentes.

         Conforme se aproximava do mundo dos deuses, ia-se apercebendo de que os crocodilos normais davam lugar aos crocodilos «taaril», guardiães de MassiftonRá, pois estes deixavam-no passar sem o importunarem. Para os taaril, um sifto era um ser intocável. Seth sabia que acima dos crocodilos taaril e abaixo do deus Sobek, existiam dois crocodilos, especiais na escala hierárquica. Eram os Bhokurac, cuja missão era a de fazerem cumprir as determinações do deus Sobek. Se bem se lembrava um dos Bhokurac chamava-se Belthaknor, enquanto o outro tinha o nome de Ptahknor...(em continuação, pág. 62- ex. XXV)
in A Causa de MassiftonRá
Novembro/2005

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

XIV JANELA SOBRE O MEU PAÍS: O MAR DA NAZARÉ

Dia ventoso em Fevereiro de 2016, na praia da Nazaré, no Oeste português. Mar sublime e perigoso, paraíso do príncipe das ondas- MacNamara!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

EM MASSIFTONRÁ, ENTRE OS DEUSES

...- O faraó tomou o nome de Akhenaton?- perguntava o deus ancião Aton.
- É verdade- respondeu Amon-Rá.
- Mas esse nome quer dizer: aquele que serve Aton.
- Exactamente- volveu o deus supremo.
- Mas isso é um disparate. Para que quero eu um faraó a servir-me? Já fui servido por muitos. Serviram-me e ajudei-os. Bem difíceis foram os tempos da construção das pirâmides. Mas valeu a pena- dizia Aton orgulhoso- estão ali umas construções que hão-de deliciar os olhos de muitos homens, pelos tempos fora.
-         Tens toda a razão, Aton- dizia Amon-Rá- tens o pleno direito de te sentires orgulhoso. O mesmo já não posso dizer eu. Os faraós actuais deram em esconder a morte em subterrâneos. Criaram o Vale dos Reis, aqui em Tebas, onde as suas múmias são depositadas. Mas isso não tem a sumptuosidade das tuas pirâmides.
-         Os tempos também são outros- dizia o deus ancião- naqueles tempos os faraós não se debatiam com o flagelo dos salteadores de túmulos.
-         Bem que Osiris e Anúbis podiam fazer mais qualquer coisa em defesa dos túmulos e das múmias- disse Amon-Rá.
-         Com todo o respeito que me mereces, divino mestre, sou forçado a discordar de ti- disse o deus Osiris, defendendo-se- criámos algumas maldições para dissuadir os criminosos de violarem os sarcófagos.. Mas a sua ambição é tremenda.
-         Existe aí influência de Seth, não duvido nada- retorquiu o deus ancião- pois um homem no seu estado normal não teria coragem de correr o risco de ter de enfrentar as maldições criadas por Osiris e Anúbis. Só mentes e corações possuídos pela malignidade de Seth se sentiriam com forças para subestimarem essas vossas criações.
-         Estará o faraó a ser manipulado por Seth?- perguntou Amon-Rá.
-         É muito pouco provável- retorquiu Aton- o faraó tem um espirito suficientemente forte para não se deixar influenciar por uma entidade desestabilizadora; a não ser que algo de muito errado tenha ocorrido no momento da sua escolha para faraó.
-         Ele proibiu o meu culto. Achas isso normal? E venera-te, obrigando o povo a fazê-lo também.
-         Bem, esse homem está doente e tem de ser deposto quanto antes. O deus supremo és tu e não eu- disse Aton- Mênfis foi o meu momento, a minha glória. Tebas tem de ser, obrigatoriamente, a cidade e o tempo de Amon-Rá. A maet pode ficar irremediavelmente desequilibrada. Eu não vou aceitar qualquer tipo de prece.
-         Que farão então os siftos?- perguntou Amon-Rá.
-         Não as recolhem- disse peremptoriamente Aton- esperemos que hajam homens e mulheres, que na calada da noite, orem a ti. Tu é que precisas de alimento. Eu já comi o que devia. Se me dão licença, retiro-me. Estou demasiado cansado para imaginar um tolo de um faraó a erigir templos em minha honra. Há-de morrer seco de tanta heresia. Reúnam forças, deuses de MassiftonRá, e expulsem esse lunático do trono, para o bem do Egipto.
E Aton retirou-se enquanto os restantes deuses o observavam, inquietos, confusos. Se o próprio Aton recusava que se lhe fizesse culto, isso significava que a decisão do faraó era mais grave para o Egipto do que o que se poderia pensar...(em continuação, pág. 62, ex. XXIV)
in A Causa de MassiftonRá
Novembro/2005


sábado, 6 de fevereiro de 2016

NOTAS AMADORAS DE UMA HISTÓRIA QUE TAMBÉM É MINHA- 1111, REVOLTA MOÇÁRABE EM COIMBRA




Coimbra, nos inícios do Séc. XII, era uma das cidades ibéricas onde se potencializava a existência de comunidades moçárabes.
Moçárabes, sendo cristãos que, com a ocupação muçulmana da Península Ibérica, tiveram de aderir ao islamismo, depois da reconquista cristã regressaram ao cristianismo, praticando, no entanto, uma liturgia herdada da tradição visigótica.
Esta comunidade moçárabe de Coimbra, em 1111, revoltou-se contra a autoridade do Conde D. Henrique. O conde, compreendendo as reivindicações dos moçárabes, aceitou-as na medida em que concedeu foral à cidade de Coimbra, o seu primeiro foral.
Quanta agitação se pode imaginar em Almedina! 

sábado, 23 de janeiro de 2016

EFG, A CASA ONDE OS ESPELHOS MENTEM

...Com o passar dos dias, Serôdio foi conhecendo melhor o ambiente que o rodeava. Se fizesse um paralelismo com a E.P.I. de Mafra, poderia dizer que na E.F.G. de Torres Novas tinha melhores instalações, a alimentação era de melhor qualidade, servida num único e enorme refeitório. Mas continuava a existir o espírito militarista, com a agravante de que os oficiais de Torres Novas, muito distantes da formação técnica e cultural dos oficiais de Mafra, a Serôdio não conseguiam transmitir fosse que mensagem fosse. Nele apenas residia a vazia convicção de que os oficiais de Torres Novas (chefes de esquadra, segundos comissários e comissários) eram uns analfabetos e pobres de espírito, que tendo atrás de si um passado com uma existência amorfa e intelectualmente atrofiada, não tinham a mente suficientemente desenvolvida para carregarem aos ombros o peso de galões. Quando fardados se olhavam ao espelho e viam o reluzir dos galões nos ombros, deveriam ficar deslumbrados com a sorte que a policia lhes proporcionara. Mas o seu vínculo com a classe de oficiais ficava-se por aí, porque de oficiais apenas tinham os galões, a cor ligeiramente diferente do blusão e o ordenado. Interiormente continuavam a ser os brutos de espírito e intelecto que toda a vida haviam sido...(em continuação, pág. 84, ex. XXXI)
in Filhos Pobres da Revolta
Março/2003