segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

PARA TODOS VOTOS DE UM FELIZ NATAL

A todos os que, durante o ano, vão passando por este humilde blogue, neste sentir natalício bem português, onde tem lugar um simples presépio, feito de ingenuidade e amor, que evolui em placas frias de xisto, que contrasta com o calor ameno de uma lareira, quero expressar os meu votos de um Santo Natal.

BOAS FESTAS! 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

EM OLIVENÇA PEDE-SE DUPLA NACIONALIDADE

Reparo que de vez em quando publico aqui uns textos que tiveram por base programas da RTP. É bom sinal, sintoma de que a televisão pública está a desenvolver um bom papel na informação. E hoje é mais um desses casos.
No passado Sábado à noite, 10 de Dezembro, fui surpreendido com um documentário, no programa «Linha da Frente», sobre Olivença. Estava subjacente a vontade que a RTP teve em trazer a Questão de Olivença para a praça pública, o que registo com enorme prazer.
Como bem sabem, Olivença, uma cidade alentejana e fronteiriça, foi anexada por Espanha em 1801, no desenrolar da Guerra das Laranjas. Foi a ante-câmara das invasões francesas. Já aqui falei nisto. Portugal nunca reconheceu o domínio espanhol em Olivença, e a Espanha, por inércia por parte de Portugal, nunca devolveu a cidade. Fiquei deveras surpreendido por ver, no documentário, que uma grande maioria dos naturais de Olivença estão a pedir a dupla nacionalidade, porque se sentem ligados a Portugal…e conseguem falar o português fluentemente. Aliás, toda a cidade respira lusitanidade, já que os monumentos são praticamente todos portugueses, ostentando as cinco quinas.
Olivença, uma sombra que paira sobre Portugal e Espanha.

Parabéns à RTP!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

SUBORNANDO UM GUARDIÃO DE MASSIFTONRÁ

...Ptahknor instintivamente recuou. Embora o seu meio ambiente fosse a água, já ouvira falar na pérfida fama que Seth alcançara no mundo das areias, depois de ter sido expulso de MassiftonRá.
-         Agora compreendo a razão pela qual conseguiste chegar até aqui- disse o crocodilo Bhokurac.
-         E agora que já sabes quem eu sou realmente, manténs-te na disposição de te opores à minha passagem?- perguntou Seth.
-         Se sou guardião de MassiftonRá, agora mais do que nunca devo recorrer a todas as minhas capacidades para exercer a minha função.
-         Reconheço que mereces o lugar que ocupas- disse Seth, elogiando a atitude de Ptahknor.
Seth sabia que nada lucrava em eliminar aquele Bhokurac. Se o fizesse alertaria todas as forças defensivas do mundo dos deuses; por isso mudou de estratégia.
-         Ptahknor, lembras-te do tempo em que eu vivi em MassiftonRá?
-         Sim, recordo-me bem; e sei que não és bem vindo aqui. Qual é o sentido da tua presença nestas paragens?
-         Vejo que ocupares o lugar de Bhokurac te deu arrogância para me interpelares desse modo. Posso ser um renegado, mas continuo a ser um deus. No entanto, essa tua característica só demonstra que és ousado, inteligente e ambicioso.
-         Obrigado pelo elogio- disse Ptahknor, enquanto a sua cauda balançava nervosamente.
-         Eu também me lembro bem de ti, mais até do que do teu parceiro, o Bhokurac Belthaknor. E sabes porquê? Porque sempre considerei seres muito mais inteligente e competente do que ele. Aliás, tu ultrapassas em dinamismo o próprio deus Sobek. O deus Sobek não era capaz de me fazer frente de uma forma tão ostensiva como tu o estás a fazer, caso fosse ele que estivesse aí no teu lugar.
-         Achas isso?- perguntava Ptahknor, visivelmente lisonjeado.
-          Sem dúvidas nenhumas. Já alguma vez te passou pela cabeça vires a ser tu o deus Sobek, o senhor do Nilo?
-         Eu? Não, não tenho aptidões para tanto.
-         Não tens? Achas que possuíres a capacidade de descobrires que eu não era um sifto, não é teres aptidões para substituíres o deus crocodilo Sobek? Que mais necessitas para dominares as águas do rio Nilo?
-         Preciso de apoio- disse o crocodilo Bhokurac.
-         E queres vir a ser Sobek, o deus crocodilo?
-         Claro que quero!
-         Então tens o meu apoio.
-         E de que me serve o teu apoio? Em MassiftonRá tu não és coisa nenhuma.
-         Eu não, mas os meus serviços talvez façam maravilhas.
-         E que serviços são esses?- perguntou Ptahknor.
-         Bem, isso só a mim diz respeito. Se queres vir a ser Sobek, o deus crocodilo, só tens de me deixar passar.
-         À vontade, mas vais disfarçado de sifto, não vais?
-         Claro. No entanto, no meu disfarce algo falta, pois tu conseguiste detectar-me. O que é?
-         Falta-te uma auréola.
-         Uma auréola?! E tu serias capaz de me arranjar uma?
-         Sim, retendo alguma da energia que percorre estas águas, canalizando-a para ti, logo ficarás preenchido com uma.
-         E consegues fazer isso?

-         Já a tens- disse o crocodilo Bhokurac- pressiona o teu estômago de peixe e vê o que acontece...(em continuação, pág. 65, ex. XXVII)

in A Causa de MassiftonRá
Novembro/2005

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

DE NOVO O MUITO NOSSO 1º DE DEZEMBRO

Amanhã é dia 1 de Dezembro. O Governo anterior tudo fez para que este fosse um dia tão banal como qualquer outro. Mas não é. Há 376 anos que o não é. Todos sabemos porquê, ou deveríamos ter a obrigação de o saber, pois se tratou da Restauração da nossa Independência em 1640, após sessenta anos de ocupação espanhola.
 Agora, graças à esquerda portuguesa, amanhã volta a ser o 1º de Dezembro, feriado nacional. Este dia tem algo novo para contar, que se vai juntar à sua história: a tentativa de um punhado negro de portugueses (para não lhes chamar algo bem mais sinistro) depois de quase trezentos e oitenta anos, fazer cair no esquecimento um dos momentos mais gloriosos de Portugal. É imperdoável!

Vivam os Restauradores da Independência de 1640. Viva Portugal!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

NOTAS AMADORAS DE UMA HISTÓRIA QUE TAMBÉM É MINHA- 1129 CASTELO DE SOURE E OS TEMPLÁRIOS

Em 1129 D. Afonso Henriques entregou o Castelo de Soure (que havia sido construído pelo seu pai, o Conde D. Henrique, em 1111) aos cavaleiros Templários, para que estes tomassem nas suas mãos a defesa da região de Coimbra das investidas dos Sarracenos, vindas do Sul. D. Afonso Henriques, em simultâneo, criava as fundações de uma nação e colaborava na reconquista cristã da Península Ibérica.

         Esta terá sido a primeira de algumas alianças que D. Afonso Henriques fez com os Cavaleiros do Templo, os quais fizeram do Castelo de Soure a sua primeira sede em Portugal. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

1948- 2016- A VIAGEM DE UMA SUPER LUA

Hoje temos aí uma super lua. É super porque, na sua órbita à volta do nosso planeta, encontra-se mais perto de nós, fazendo com que nos surja maior e mais brilhante. Já tive a oportunidade de constatar isso. E na verdade é deslumbrante. A última vez que tal aconteceu foi em Janeiro de 1948.
A última vez que o ser humano viu assim a lua, a humanidade lambia as feridas de uma guerra assassina que havia terminado há apenas três anos. Que anseios humanos a lua iluminou nessa altura? Sessenta e oito anos depois que aprendizagem humana a lua ilumina na noite de hoje? A que conclusões ela chegará, depois da sua última visita? Que balanço ela fará? Por certo irá reparar que o homem, tecnologicamente, avançou neste espaço de tempo. E a nível da mente? E da moral? Estará ela bem ou mal impressionada?
E nesta noite, em que a lua está como nunca a vi, aqui presto a minha singela homenagem ao primeiro de entre nós, que  numa noite de Julho de 1969, e num pequeno passo para o homem mas num enorme salto para a humanidade, se passeou neste nosso lindo satélite- Neil Armstrong.
  Para os poetas… mas que noite de inspiração que os aguarda.

Para todos, um excelente luar. Aproveitem-no da melhor forma possível, que só daqui a dezoito anos terão outro assim!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

CROCODILO PTAHKNOR, GUARDIÃO DE MASSIFTONRÁ

...Às sensíveis escamas de Seth, transformado em sifto, já chegavam deliciosas vibrações de MassiftonRá. O senhor das areias aproximava-se do seu antigo paraíso. Subitamente, reparou que do seu lado direito avançava rapidamente, em sua direcção, um enorme crocodilo, que demonstrava ter intenções nada amistosas. Mesmo o próprio Seth, transformado naquele frágil peixe, teve um momento de temor. Parou, mas imediatamente se recompôs, criando um campo eléctrico à sua volta. O crocodilo deteve o seu ímpeto, confuso. Seth reconheceu-o . era o Bhokurac Ptahknor.
-         Não te reconheço como um sifto, mas irradias electricidade como eles- disse Ptahknor.
-         Mas eu sou um sifto.
-         Não, não és. Tens é um bom disfarce.
-         Se eu avançasse agora, serias capaz de me atacar?- perguntou Seth.
-         Cortava-te já ao meio. Nunca nenhum peixe comum aqui conseguiu chegar. Que truque usaste para o fazeres?
-         Não usei truque nenhum. Já te disse, eu sou um sifto!
-         Não, não és- e o crocodilo avançou para Seth.
-         Alto, não faças nada de que depois te arrependas!!
-         Eu, arrepender-me de matar um insignificante peixe?
-         Matares um desprezível peixe sei que não é obra que te traga glória. Mas eu não sou um peixe assim tão desprezível, e se tu me atacares, afianço-te que não vais ficar bem tratado.
-         Ó miserável tiláquia, tu tens a ousadia de ameaçares um crocodilo Bhokurac? Eu já te...

Mas não acabou de finalizar a frase, pois à sua frente a miserável tiláquia transformou-se no temido deus Seth. (em continuação, pág. 63- ex. XXVI)
in A Causa de MassiftonRá
Novembro/2005