quarta-feira, 30 de novembro de 2016

DE NOVO O MUITO NOSSO 1º DE DEZEMBRO

Amanhã é dia 1 de Dezembro. O Governo anterior tudo fez para que este fosse um dia tão banal como qualquer outro. Mas não é. Há 376 anos que o não é. Todos sabemos porquê, ou deveríamos ter a obrigação de o saber, pois se tratou da Restauração da nossa Independência em 1640, após sessenta anos de ocupação espanhola.
 Agora, graças à esquerda portuguesa, amanhã volta a ser o 1º de Dezembro, feriado nacional. Este dia tem algo novo para contar, que se vai juntar à sua história: a tentativa de um punhado negro de portugueses (para não lhes chamar algo bem mais sinistro) depois de quase trezentos e oitenta anos, fazer cair no esquecimento um dos momentos mais gloriosos de Portugal. É imperdoável!

Vivam os Restauradores da Independência de 1640. Viva Portugal!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

NOTAS AMADORAS DE UMA HISTÓRIA QUE TAMBÉM É MINHA- 1129 CASTELO DE SOURE E OS TEMPLÁRIOS

Em 1129 D. Afonso Henriques entregou o Castelo de Soure (que havia sido construído pelo seu pai, o Conde D. Henrique, em 1111) aos cavaleiros Templários, para que estes tomassem nas suas mãos a defesa da região de Coimbra das investidas dos Sarracenos, vindas do Sul. D. Afonso Henriques, em simultâneo, criava as fundações de uma nação e colaborava na reconquista cristã da Península Ibérica.

         Esta terá sido a primeira de algumas alianças que D. Afonso Henriques fez com os Cavaleiros do Templo, os quais fizeram do Castelo de Soure a sua primeira sede em Portugal. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

1948- 2016- A VIAGEM DE UMA SUPER LUA

Hoje temos aí uma super lua. É super porque, na sua órbita à volta do nosso planeta, encontra-se mais perto de nós, fazendo com que nos surja maior e mais brilhante. Já tive a oportunidade de constatar isso. E na verdade é deslumbrante. A última vez que tal aconteceu foi em Janeiro de 1948.
A última vez que o ser humano viu assim a lua, a humanidade lambia as feridas de uma guerra assassina que havia terminado há apenas três anos. Que anseios humanos a lua iluminou nessa altura? Sessenta e oito anos depois que aprendizagem humana a lua ilumina na noite de hoje? A que conclusões ela chegará, depois da sua última visita? Que balanço ela fará? Por certo irá reparar que o homem, tecnologicamente, avançou neste espaço de tempo. E a nível da mente? E da moral? Estará ela bem ou mal impressionada?
E nesta noite, em que a lua está como nunca a vi, aqui presto a minha singela homenagem ao primeiro de entre nós, que  numa noite de Julho de 1969, e num pequeno passo para o homem mas num enorme salto para a humanidade, se passeou neste nosso lindo satélite- Neil Armstrong.
  Para os poetas… mas que noite de inspiração que os aguarda.

Para todos, um excelente luar. Aproveitem-no da melhor forma possível, que só daqui a dezoito anos terão outro assim!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

CROCODILO PTAHKNOR, GUARDIÃO DE MASSIFTONRÁ

...Às sensíveis escamas de Seth, transformado em sifto, já chegavam deliciosas vibrações de MassiftonRá. O senhor das areias aproximava-se do seu antigo paraíso. Subitamente, reparou que do seu lado direito avançava rapidamente, em sua direcção, um enorme crocodilo, que demonstrava ter intenções nada amistosas. Mesmo o próprio Seth, transformado naquele frágil peixe, teve um momento de temor. Parou, mas imediatamente se recompôs, criando um campo eléctrico à sua volta. O crocodilo deteve o seu ímpeto, confuso. Seth reconheceu-o . era o Bhokurac Ptahknor.
-         Não te reconheço como um sifto, mas irradias electricidade como eles- disse Ptahknor.
-         Mas eu sou um sifto.
-         Não, não és. Tens é um bom disfarce.
-         Se eu avançasse agora, serias capaz de me atacar?- perguntou Seth.
-         Cortava-te já ao meio. Nunca nenhum peixe comum aqui conseguiu chegar. Que truque usaste para o fazeres?
-         Não usei truque nenhum. Já te disse, eu sou um sifto!
-         Não, não és- e o crocodilo avançou para Seth.
-         Alto, não faças nada de que depois te arrependas!!
-         Eu, arrepender-me de matar um insignificante peixe?
-         Matares um desprezível peixe sei que não é obra que te traga glória. Mas eu não sou um peixe assim tão desprezível, e se tu me atacares, afianço-te que não vais ficar bem tratado.
-         Ó miserável tiláquia, tu tens a ousadia de ameaçares um crocodilo Bhokurac? Eu já te...

Mas não acabou de finalizar a frase, pois à sua frente a miserável tiláquia transformou-se no temido deus Seth. (em continuação, pág. 63- ex. XXVI)
in A Causa de MassiftonRá
Novembro/2005

domingo, 30 de outubro de 2016

XVII JANELA SOBRE O MEU PAÍS- BOTE SOLITÁRIO, A PAZ DA NATUREZA

  No final de um dia quente de verão, movidos pelo reboliço da cidade, é natural que partamos em busca da calma e do silêncio que a natureza, na sua infinita capacidade de nos fazer felizes, sempre nos consegue oferecer.
         No esplendor permanente da imensidão da ria de Aveiro, a água mansa vai beijar as margens da Gafanha da Encarnação, quando o sol rapidamente se desloca para poente, e aí somos bafejados pelos piados melancólicos das gaivotas, que de um bote solitário irão fazer o seu poiso nocturno.
         Abençoada natureza! 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O QUE EM MAFRA SE APRENDE, A MENTE NÃO ESQUECE

...Paralelamente à instrução leccionada nas salas de aulas, existia também a instrução ministrada ao ar livre. E essa dividia-se por várias áreas: educação física, instrução de tiro nas carreiras de tiro, aulas práticas sobre trânsito, onde se aprendiam a melhor postura do corpo para fazer sinal de paragem a um automobilista, a melhor forma de abordar um condutor pedindo-lhe os documentos e a maneira correcta de executar os sinais de trânsito, para aplicar em futuras horas de regularização do tráfego citadino. Por fim existia a instrução de ordem unida e manejo de armas. Nesta área Serôdio estava muito bem preparado, pois todos os militares da Escola Prática de Infantaria de Mafra eram exímios na arte de marchar e no manejo de armas em formatura. Dos vinte e oito guardas provisórios que formavam o seu pelotão, ele era o único cuja formação académica se situava acima da quarta classe, já que era o único que frequentara um liceu e terminara o segundo ano do Curso Complementar. Só por esse motivo era constantemente alvo de atenção por parte dos monitores. Como se só isso não bastasse, o seu modo de marchar também se salientou dos restantes colegas, pois marchava puxando os joelhos bem para cima e alargando substancialmente os passos. Os monitores não queriam aquela forma de marcha e avisaram-no de que deveria corrigir a maneira de dar os passos. Mas ele nunca o fez. Tinha muito orgulho na ordem unida que lhe fora ensinada no «Calhau», em Mafra. Não seriam aqueles labregos que iriam anular esse vínculo à sua vida militar...(em continuação, pág. 85, ex. XXXIII)
in Filhos Pobres da Revolta
Março/2003

domingo, 9 de outubro de 2016

OUTONO NA BAIRRADA

Celebrar a extraordinária beleza do Outono com o melhor espumante português, o da Bairrada, é uma escolha de muito bom gosto.