terça-feira, 17 de julho de 2012

POSSO?

Posso? É que a boa conduta em sociedade manda que sejamos minimamente educados, quando entramos num local a que somos estranhos, ou no qual corremos o risco de o ser, devido à nossa prolongada ausência. É o caso. Eu sei que fui eu que te criei, meu caro amigo, sei que és um futrica do Mondego porque eu quis que assim o fosses, á minha imagem e condição. Sei também que ninguém mais aqui entrou, mas mesmo assim te peço licença para entrar…obrigado! É com imensa alegria que o faço, porque, independentemente de tudo, nunca te esqueci (muito embora tentasse forçar esse esquecimento). Agora que já cá estou dentro terei de reaprender muitas coisas, possivelmente conhecer algumas novas. Transmitir aos outros um pouco do que nós pensamos e sentimos, é uma forma de estarmos intelectualmente activos. Eu preciso disso. No entanto, meu caro amigo, desde já te aviso que se embarcaste nessa nova onda do acordo ortográfico, vais detectar muitos erros nesta minha escrita. Eu assumo isso, com galhardia, e tu também o deves assumir. Nós somos portugueses, como tal devemo-nos preocupar em escrever o português da língua mãe. Não percebo muito bem essa justificação de que o acordo é necessário, porque assim o exige a evolução. Não vejo em que é que haja evolução na subtracção (subtração no novo português) das consoantes «c» e «p». A língua fica descaracterizada. E eu prezo muito o meu velho professor da escola primária, o professor Carlos, nessa Escola bem coimbrã como foi, e continua a ser, a Escola Primária do Arco de Almedina, onde aprendi muito bem as minhas primeiras letras. De futrica para futrica, o meu grande abraço!

6 comentários:

Paula disse...

OLÁ POETA!!!!!
Que bom vê-lo novamente por aqui :D
Fiquei surpresa quando vi na barra lateral do meu blogue que o "frutriga do mondego" estava acutalidado :D
!!!! (tudo alegria)
Seja bem vindo novamente que por cá faz muitaaaa falta :D
Quanto ao acordo ortográfico também não adoPtei :D
Bjs

Anónimo disse...

Olá Paula
muito obrigado pelo seu simpático comentário. Noto muitas diferenças na mecânica desta coisa, vamos ver se me adapto. Senti muito a falta do vosso convívio.
Com amizade.

Gibson Azevedo disse...

Palmas para este futrica
Que ao outro recebe em festas,
Qual um filho pródigo hodierno...
Esquecendo as diferenças, manda
Servir o melhor vinho a incontáveis convivas
E meio a tantas alegrias,
Brada ao mundo com galhardia:
"Eis que voltastes, filho meu!
Que bom que posso me ver.
Já que olhar para ti
É como se defronte a um espelho estivesse e,
Nítido eu divisasse
A minha própria imagem na vida!..."

Abraços, caro Jorge.
Gibson Azevedo - poeta.

poeta do penedo disse...

mas que prazer ser recebido com um poema! Obrigado meu amigo Gibson. Sinto-me deveras lisonjeado não somente com o poema saído assim tão espontâneo, mas também por considerar que temos algumas coisas em comum. Também o acho.
Um enorme abraço lusitano deste seu amigo. Agora o problema vai ser gravar isto, que tudo está mudado.

Manuel Cardoso disse...

POETA!!!!!!!!!!!!!
Já não era sem tempo! Escusado será dizer que é muito bom ter-te de volta!

poeta do penedo disse...

Manuel Cardoso, obrigado meu caro amigo. É reconfortante sentir tanta amizade e apreço. Um grande abraço.