quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

OS SIFTOS





...Nessa mesma noite, pequenos seres com aspecto de crianças, penetraram as paredes do templo e atravessando a escuridão e o silêncio sagrados, entraram na sala do tabernáculo onde o faraó prestara o seu tributo a Amon-Rá.
Ali, em plena escuridão, sem proferirem um som, fecharam os olhos, estenderam os braços, abriram as mãos e sentiram os fluidos reais colarem-se-lhes à pele. Nesses fluidos estavam todos os sentimentos de amor que o faraó ali deixara, dirigidos ao deus Amon-Rá. Repletos desses fluidos, as três crianças abandonaram o templo, passando de novo através das paredes e muros que encontravam pela frente. E correndo numa velocidade impossível de alcançar a qualquer ser humano, dirigiram-se para o rio Nilo, submergindo-se nas suas águas. Assim que entraram em contacto com a água, transformaram-se em peixes. Eram os «siftos», obreiros do magnífico e sobrenatural palácio dos deuses- MassiftonRá...(em continuação, pág. 16, ex. VI)

in A CAUSA DE MASSIFTONRÁ

Novembro/2005

4 comentários:

MM disse...

Caro Poeta do Penedo,

Há muito que me pergunto qual o seu desígnio ao partilhar estes pequenos trechos com os seus leitores.

Se me permite, poderá esclarecer este jovem leitor a respeito da autoria das obras de onde indica retirar os trechos que publica?

Humildemente,

Marcelo Melo
www.3vial.blogspot.com

poeta do inverno. disse...

neste universo cada vez mais descrente, é bom encontrar textos que usam a criatividade com a forma mistica ou talvez simplesmente de pessoas que respeitam os cultos religiosos.
sempre repito comigo que os cultos, principalmente os antigos são uma forma linda de demostrar a fé.

com saudações

Poeta do Penedo disse...

Caro Marcelo Melo
Você acha mesmo que eu seria capaz de publicar algo que não fosse meu, sem colocar lá o nome do autor? A César o que é de César! Se publico no meu blogue o que escrevo, penso não ser necessário escrever o meu nome. Quando publico o que me não pertence, é óbvio que tenho a preocupação de escrever o nome do seu autor.
Em relação ao primeiro parágrafo da sua questão, digo-lhe que as personagens vieram discutir comigo, porque não havia direito, que as personagens de outros autores viam a luz do sol e elas não, que consideravam não ser menos do que as outras, que isto era descriminação...olhe, fiz-lhes a vontade!
Com amizade

Poeta do Penedo disse...

Caro poeta do inverno
gostei das suas palavras. No entanto este texto pertence à resposta a um desafio que me foi colocado. É uma viagem ao imaginário, é a tentativa de materializar a riquíssima mitologia egípcia.
Com amizade