segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

1DE DEZEMBRO DE 1640, 374 ANOS DEPOIS A INDIGNAÇÃO

Na minha muito modesta opinião considero que os feriados são uma demonstração de fé, quando celebram uma data religiosa, ou uma demonstração de muito respeito, e patriotismo, pela nobreza que se encerra nos factos da nossa história ocorridos nesse mesmo dia.


Naquele glorioso dia de 1 de Dezembro de 1640 portugueses imensamente patriotas, e contra toda a lógica circunstancial do tempo, restauraram a nossa independência, perdida em 1580, a favor da Espanha Filipina, no seguimento do desastre de Álcacer-Quibir.

Não me conheço a viver de uma outra forma este dia 1º de Dezembro, que não seja como feriado...até hoje.

Hoje, 1 de Dezembro de 2014, não é feriado. Portugal trabalha, produz, e com a produção deste dia irá resolver todos os seus problemas.

Se isto fosse verdade, valeria o sacrifício. Mas é mentira. Este acto mais não é que uma demonstração da enorme fraqueza de mentalidade política, de que estão investidos os nossos governantes, á semelhança de outros actos bizarros de que ultimamente têm sido actores.

O 1º de Dezembro representa o momento mais importante da nossa história, apenas tendo paralelo no momento de 1143 em que foi fundada a nossa nacionalidade, pois que, sem ele, não me estaria eu agora a expressar em português (com alguns erros), nem eu teria tido a oportunidade de viver o 25 de Abril.

Eliminar o feriado do 1º de Dezembro, é considerar que a Restauração da Independência não foi uma coisa assim tão importante, como tal um acto anti.patriótico.

Era muito bonito que os portugueses, em massa, tivessem a capacidade de se terem conseguido mobilizar em uníssono, e todo o país tivesse hoje faltado ao trabalho!

Os Restauradores da nossa Independência, pelo risco em que colocaram as suas vidas, há 374 anos, naquele primeiro dia de Dezembro de 1640, mereciam esse gesto.

Foi pena. Foi por pressentir estes fracos vínculos ao nosso passado histórico, que o governo teve a ousadia de cometer esta barbaridade...que a história registou!



2 comentários:

Manuel Cardoso disse...

Olá amigo Poeta
(parece que não mas ando por aqui)
globalmente estou de acordo contigo quanto à importância da data. Mas gostava de colocar um acento tónico em algo que está para lá da portugalidade. O dia 1 de dezembro de 1640 foi talvez o único momento em que o povo agiu em sintonia com os grupos privilegiados. Clero, Nobreza, burguesia e "arraia miúda" estiveram unidos para demonstrar algo de muito nobre: a força que um povo tem; uma força que (e isto devia ser lição para nós) é capaz de derrubar um regime político!
Um grande abraço minhoto!

Poeta do Penedo disse...

Ora Viva Manuel Cardoso
fico muito satisfeito em te ver por aqui.
Indo ao encontro do teu raciocínio, serão necessários outros sessenta anos de provações, exploração, corrupção e injustiças sociais, para que o povo acorde e faça um saneamento a toda esta corja política? Em que é que o nosso povo se está a transformar? Será que depois de ter combatido uma guerra de treze anos, caímos numa inércia arrepiante?
Para ti e para o Minho este forte abraço de um Beirão.