quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

THE POWER OF ONE

Um enorme filme, sem qualquer expressão em Portugal. Nunca tinha ouvido falar dele, aliás, nunca ouvi falar dele, excepto numa tarde de dia de semana, em período de férias escolares, em que passou na RTP, completamente despercebido (que por mera casualidade gravei), e nunca mais vi a sua exibição ser repetida, em qulquer outro canal. Desde o primeiro momento que me apaixonei por este grandioso filme, com a interpretação soberba de Morgan Freeman, interpretando a personagem de um negro, em pleno Apartheid da África do Sul.

Conta a história de um menino (P.K) inglês, vivendo na África do Sul, no início da II Guerra Mundial. Os Africanders Boers insurgir-se-ão conra os ingleses,e a criança irá ser maltratada, indo parar a um campo de prisioneiros, onde vai fazer amizade com um negro que lhe ensina os segredos do pugilismo e uma conjugação demolidora de golpes. O menino, com a ajuda de um alemão ali preso, consegue fazer com que os negros ali detidos, pertencentes a várias tribos, se reconciliem, pelo que o menino se transformará num simbolo- o P.K. Rain Maker.

O menino cresce e surge como um jovem, campeão de boxe, que em memória do seu amigo negro, entretanto assassinado por um guarda do campo, canaliza sua vida na luta contra o Apartheid, com grandes perdas para si próprio.

Um filme que retrata profundamente a sociedade Sul Africana dos anos 40 do Séc. XX, numa história intensa de sentimentos, suportada numa excelente banda sonora, em que África é sentida na sua expressão máxima.

A ver!

2 comentários:

RastamanVibes disse...

Este filme foi mais um dos que me abriu os olhos e os horizontes quanto aos choques de culturas, conflitos de interesses, direitos humanos e quanto ao facto de a humanidade não dar claros sinais de melhoria. Que muitos Morgan Freeman's e que muitos P.K.'s apareçam por este mundo, que bem precisa deles! Grande abraço Poeta...

Poeta do Penedo disse...

seis anos e tal depois, e quando falas em choques de culturas e do quanto este mundo precisa, viveu o mundo, há poucos dias, desta feita em Paris, mais uma amostra que demonstra que esta nossa actual sociedade global se está a tornar presa do fanatismo. Se respondemos com diplomacia só nos vamos afundar em sangue. Se respondemos na mesma moeda regredimos enquanto seres humanos. A humanidade de valores está a ser encostada à parede. Um grande abraço RastamanVibes.